Por que tenho Diabetes?

 
saude/harmonia/equilibrio

Diabetes mellitus, ou simplesmente diabetes, é um grupo de doenças metabólicas em que se verificam níveis elevados de glicose no sangue durante um longo intervalo de tempo. Os sintomas da elevada quantidade de glicose incluem necessidade frequente de urinar e aumento da sede e da fome. Quando não é tratada, a diabetes pode causar várias complicaçõe. Entre as complicações agudas estão a cetoacidose, coma hiperosmolar hiperglicémico ou morte. Entre as complicações a longo prazo estão doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, doença renal crónica, úlceras no pé e retinopatia diabética.

A diabetes é o resultado quer de produção de quantidade insuficiente de insulina pelo pâncreas, quer pelas células do corpo que não respondem apropriadamente à insulina que é produzida.

Tipos mais comuns

Diabetes tipo 2
Condição crônica que afeta a forma como o corpo processa o açúcar do sangue (glicose).

Diabetes tipo 1
Condição crônica em que o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina.

Pré-diabetes
Condição em que o açúcar no sangue está elevado, mas não o suficiente para ser classificado como diabetes do tipo 2.

Diabetes gestacional
Altos níveis de açúcar no sangue que afetam mulheres grávidas




A tríade clássica dos sintomas da diabetes:
poliúria (aumento do volume urinário);
polidipsia (sede aumentada e aumento de ingestão de líquidos);
polifagia (apetite aumentado).




Outros sintomas importantes incluem:

perda de peso;
visão turva;
cetoacidose diabética;
síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica.

Pode ocorrer perda de peso. Estes sintomas podem se desenvolver bastante rapidamente no tipo 1, particularmente em crianças (semanas ou meses) ou pode ser sutil ou completamente ausente — assim como pode se desenvolver muito mais lentamente — no tipo 2. No tipo 1 pode haver também perda de peso (apesar da fome aumentada ou normal) e fadiga. Estes sintomas podem também se manifestar na diabetes tipo 2 em pacientes cuja doença é mal controlada.

Problemas de visão atingem 40% dos diabéticos insulinodependentes e e 20% dos diabéticos não insulinodependentes. Sendo mais comum em mulheres e entre os 30 aos 65 anos. Caso não seja tratado pode causar catarata, glaucoma e cegueira. Depois de 10 anos de doença, problemas de visão atingem 50% dos pacientes e depois de 30 anos atingem 90%.




Existem várias causas para a diabetes:

Defeitos genéticos no funcionamento da célula β (beta):
Transmissão autossômica dominante de início precoce 
Mutações no DNA mitocondrial
Defeitos genéticos no processamento de insulina ou ação da insulina
Defeitos na conversão pró-insulina
Mutações de gene responsável pela produção de insulina
Mutações de receptor da insulina
Poliendocrinopatia por mutações do gene regulador da autoimunidade (AIRE)
Defeitos do pâncreas exócrino
Pancreatite crônica
Pancreatectomia
Neoplasia do pâncreas
Fibrose cística
Hemocromatose
Pancreatopatia fibrocalcular
Endocrinopatias
Excesso de hormônio do crescimento (acromegalia)
Síndrome de Cushing
Hipertireoidismo
Feocromocitoma
Glucagonoma
Infecções virais
Infecção por citomegalovírus
Infecção pelo Coxsackievirus B4
Drogas
Glicocorticoides
Hormônio da tireoide
Agonista beta-adrenérgicos



Fatores de risco:

Os principais fatores de risco para o diabetes mellitus são:

Idade acima de 45 anos;
Obesidade (>120% peso ideal ou índice de massa corporal Ž 25 kg/m²);
História familiar de diabetes em parentes de 1° grau;
Diabetes gestacional ou macrossomia prévia;
Hipertensão arterial sistêmica;
Colesterol HDL abaixo de 35 mg/dl e/ou triglicerídeos acima de 250 mg/dl;
Alterações prévias da regulação da glicose.



A diabetes mellitus é uma doença crônica, sem cura por tratamentos convencionais, e sua ênfase médica deve ser necessariamente em evitar/administrar problemas possivelmente relacionados à diabetes, a longo ou curto prazo.

O tratamento é baseado em cinco conceitos:

Conscientização e educação do paciente, sem a qual não existe aderência.
Alimentação e dieta adequada para cada tipo de diabetes e para o perfil do paciente.
Vida ativa, mais do que simplesmente exercícios.
Medicamentos:
Hipoglicemiantes orais
Insulina
Monitoração dos níveis de glicose e hemoglobina glicada.
É extremamente importante a educação do paciente, o acompanhamento de sua dieta, exercícios físicos, monitoração própria de seus níveis de glicose, com o objetivo de manter os níveis de glicose a longo e curto prazo adequados. Um controle cuidadoso é necessário para reduzir os riscos das complicações a longo prazo.

Isso pode ser alcançado com uma combinação de dietas, exercícios e perda de peso (tipo 2), várias drogas diabéticas orais (tipo 2 somente) e o uso de insulina (tipo 1 e tipo 2 que não esteja respondendo à medicação oral). Além disso, devido aos altos riscos associados de doença cardiovascular, devem ser feitas modificações no estilo de vida de modo a controlar a pressão arterial e o colesterol, se exercitando mais, fumando menos e consumindo alimentos apropriados para diabéticos, e se necessário, tomando medicamentos para reduzir a pressão.

O uso de bombas de insulina podem ajudar na administração regular de insulina, porém tem custo elevado quando comparadas as seringas comuns. Outras opções incluem as canetas de insulina e os injetores de insulina a jato.




Quatro passos para o controle efetivo do diabetes: "Os 4 Cs"
Checar – Verificando regularmente o nível de glicose
O objetivo de medir diariamente o nível de açúcar no sangue é de obter informação detalhada sobre estes níveis em diferentes momentos do dia.
Essa informação poderá ajudar o paciente e a equipe médica a fazer algumas modificações relacionadas à ingestão de alimentos, atividade física, medicação e estresse, já que são de grande importância no tratamento diário.
Estes momentos diários ajudarão a melhorar o controle da glicemia e motivar o paciente a tomar ações para prevenção de complicação do diabetes.

Controlar – controlando o diabetes
Controlar o diabetes significa evitar níveis baixos (hipoglicemia) e altos (hiperglicemia) de açúcar no sangue e alcançar um controle diabético a longo prazo através de um nível A1C aceitável.
O controle do diabetes deve ser feito com o uso de medicamentos prescritos pelo médico, com medição do nível de açúcar regularmente e obtendo experiências e informações sobre o controle do diabetes.

Consumir – alimentando-se com comida saudável
Ter diabetes não significa que o paciente não poderá mais experimentar alimentos saborosos e muito menos que a dieta será feita de refeições com "gosto ruim".
Para o paciente ter uma boa alimentação, é necessário conhecer os diferentes grupos de alimentos, o impacto no nível de açúcar e o tamanho correto das porções.

Cuidar – cuidando do corpo e da mente
Açúcar em excesso no sangue por muito tempo pode causar problemas de saúde relacionados ao diabetes.
Este nível alto de açúcar pode fazer mal a muitas partes do corpo, como o coração, vasos sanguíneos, olhos, extremidades e rins.
Adicionar pequenos momentos para o cuidado, como atividade física, poderá significar muito para diminuir o risco de problemas de saúde relacionados à doença.


Fonte bibliografica:
https://pt.wikipedia.ordiabetes_mellitusg/wiki
http://www.minutoenfermagem.com.br/
http://medifoco.com.br