Por que temos pedras nos rins


Os rins são órgãos com a forma de feijão encarregues da desintoxicação e depuração do nosso corpo, tal como o fígado. No entanto, os rins são um dos principais filtros do nosso sangue, dado que entre outros aspectos fundamentais ajudam a depurá-lo e a reter aquilo que o nosso organismo ainda pode aproveitar e eliminam através da urina o que já não faz falta.

Mas, entre os transtornos ou problemas que mais tendem a afectar os rins, encontramos o surgimento de cálculos ou pedras, que consistem em pedaços de material sólido que se formam no interior destes órgãos a partir de diferentes substâncias que encontramos na urina, sendo os mais comuns as pedras de cálcio, uma vez que é habitual haver retenção de cálcio nos rins. Ou seja, são pedaços sólidos de material que se formam nos rins devido a substâncias presentes na urina.



Pedras muito pequenas, menores que 3 milímetros (0,3 centímetros), podem percorrer todo o sistema urinário e serem eliminadas na urina sem provocar maiores sintomas. O paciente começa a urinar e de repente nota que caiu uma pedinha no vaso sanitário.

O sintoma clássico do cálculo renal, chamado cólica renal, surge quando uma pedra de pelo menos 4 mm (0,4 cm) fica impactada em algum ponto do ureter (tubo que leva a urina do rim à bexiga), causando obstrução e dilatação do sistema urinário.



Fundamentalmente são causadas por níveis elevados de cálcio, fósforo e oxalato na urina, embora devamos ter em conta que as suas causas dependem directamente do tipo de cálculo que se tenha formado:

Cálculos de cálcio: é o mais comum. Produzem-se quando parte do cálcio não é utilizado pelos ossos e músculos e vai para os rins, não sendo eliminado através da urina e acumulando-se com o tempo.
Cálculos de ácido úrico: este tipo de cálculos forma-se quando existe demasiado ácido úrico na urina. Surge sobretudo em consequência do seguimento de uma dieta muito rica em proteínas, ou em consequência de tratamentos de quimioterapia.
Cálculos de estruvite: tende a ser mais habitual nas mulheres e são geralmente compostos de amoníaco. Formam-se sobretudo após uma infecção crónica do tracto urinário.
Cálculos de cistina: não é tão comum, uma vez que costumam ser causados por uma doença hereditária conhecida pelo nome de cistinúria.



A cólica renal costuma ter três fases:
1- A dor inicia-se subitamente e atinge seu pico de intensidade em mais ou menos 1 ou 2 horas.
2- Após atingir seu ápice, a dor da cólica renal permanece assim por mais 1 a 4 horas, em média, deixando o paciente “enlouquecido” de dor.
3- A dor começa a aliviar espontaneamente e ao longo de mais 2 horas tende a desaparecer.

Em alguns desafortunados, o processo todo chega a durar mais de 12 horas, caso o mesmo não procure atendimento médico.



Partindo da base de que já conhecemos a razão pela qual se formam as pedras ou cálculos renais, e sobretudo quais são as suas principais causas, é muito importante descobrir quais são os factores de risco ou hábitos que podem influenciar o seu aparecimento:
  • A idade: ter entre 20 a 70 anos.
  • O sexo: os homens têm maior predisposição para serem afectados por cálculos renais.
  • Determinados hábitos dietéticos e nutricionais: como por exemplo seguir uma dieta rica em proteínas e sódio, e ainda com poucas fibras.
  • Herança genética: deve-se ter em conta antecedentes familiares de pedras nos rins.
  • Não beber líquidos suficientes.
  • Consumo de determinados medicamentos.



Tratamento



Ao contrário do que se recomendava no passado, durante as crises deve ser evitada a ingestão exagerada de líquidos. Líquido em excesso pode aumentar a pressão da urina no rim e, consequentemente, aumentar as dores. Os tratamentos podem ser de vários tipos:


* Medicamentos podem ser indicados apenas pelo médico levando em conta a causa da formação dos cálculos. Durante as crises, é indicado o uso de analgésicos e anti-inflamatórios potentes para aliviar a dor, que é extremamente forte, quase insuportável.

* Litotripsia, ou seja, bombardeamento das pedras por ondas de choque visando à fragmentação do cálculo o que torna sua eliminação pela urina mais fácil.

* Cirurgia percutânea ou endoscópica: por meio do endoscópio e através de pequenos orifícios, o cálculo pode ser retirado dos rins após sua fragmentação.

* Ureteroscopia: por via endoscópica, permite retirar os cálculos localizados no ureter.

Recomendações

* Beba muita água regularmente. De dois a três litros por dia. Essa é a medida mais importante para prevenir cálculos renais;

* Utilize um filtro de papel quando houver a possibilidade de estar eliminando um cálculo. A análise de sua composição pode orientar o médico na escolha do tratamento mais adequado;

* O uso de medicamentos contra dor deve ser prescrito pelo médico. Alguns deles são desaconselháveis para pessoas com problemas estomacais ou para gestantes;

* Controle a ingestão de alimentos ricos em proteínas e cálcio, se os cálculos forem formados por excesso de ácido úrico ou cálcio;

* Não se automedique nem faça o próprio diagnóstico. Procure atendimento médico, especialmente se tiver dores intensas
nas costas ou no abdômen e sinais de sangue na urina.





bibliografia:
http://mundoestranho.abril.com.br
http://ricasaude.com/
http://www.mdsaude.com