Tendinite e osteopatia


Tendinite e osteopatia :

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tendinite                 
Uma tendinite é uma inflamação do tendão. O tendão não representa um simples meio de transmissão entre o músculo e osso, apresentando capacidades visco elásticas que lhe permitem de resistir à uma tração e de armazenar uma certa quantidade de energia para a restituir durante o movimento.
Um tendão é capaz, sem danos, de se alongar cerca de 5% acima do seu cumprimento inicial, participando assim à proteção e estabilização do sistema músculo esquelético.


As tendinites localizam-se preferencialmente ao nível das articulações periféricas :

Ombro : a tendinite do ombro, como a do tornozelo, é das mais frequente, denominada freqüentemente por periartrite para a descrever. O ombro é um complexo particular pelas poucas pressões às quais é submetido, por um estrutura óssea mais fina e menos encaixe articular do que na bacia por exemplo, simplesmente não é uma articulação de porte o que lhe permite amplitudes movimentos mais importantes. Os transtornos surgem das repetições de atritos e não do excesso de esforço devido ao peso. A evolução das tendinites são a fragilização e a ruptura, motivo pelo qual as dores de ombro não devem ser ignoradas mesmo sendo suportáveis.
Cotovelo : representadas por duas formas diferentes :  se a dor se localizar na face externa do cotovelo ( afectando o grupo dos músculos épicondilianos que permitem de rodar a mão para cima e de estender o pulso) falaremos de ténis elbow clássica de jogadores de ténis e não exclusivamente. Ao inverso, a dor do golf elbow manifesta-se na face interna do cotovelo e principalmente no grupo de músculos epitrocleanos que têm  por função a rotação da mão para baixo e flexão do pulso.

Tornozelo : a tendinite de Aquiles sendo a mais frequente, é provocada por uma desidratação durante ou apôs o esforço, uma falta de flexibilidade, um transtorno morfológico da planta do pé. O formato do calçado pode representar um catalisador multiplicando as probabilidades de desenvolvimento de tendinite de Aquiles.
Adutores : relativamente frequente, é quase sempre qualificada de pubalgia mas deve ser bem distinta de uma descompensação do sistema muscular adutor demasiado desenvolvido contra um sistema abdominal menor.

Outras : joelhos, pulsos, mãos ou ancas constituem também zonas propícias ao aparecimento de tendinites, bem que menos frequentes que as primeiras. São principalmente associadas à atividades especificas ( profissões, desporto intenso ...). No joelho por exemplo, os desportos necessitando corridas, impulsos, saltos tais como basquetebol, andebol, futebol, voleibol, esqui são mais afetados pelas tendinites do quadríceps, neste caso.
A tendinite reconhece-se por os seus sintomas específicos : dor à palpação  e à contração do músculo, dor permanente durante o esforço e obrigando geralmente à paragem. Poderá surgir, um ligeiro inchaço ao nível da articulação, sem ser sistemático.
A tendinite surge geralmente quando o tendão é submetido à constrangimentos demasiadamente importantes num período muito longo, ultrapassando as suas capacidades de resistência.

As numerosas etiologias (causas) :

-          Uma "má" posição  durante o esforço, principalmente nos casos de pubalgias (ou tendinites dos adutores" provenientes de um desequilíbrio entre a perna esquerda e direita.
-          Um material "defeituoso", o calçado é freqüentemente à origem de tendinites do tornozelo ou do joelho.

-          Um esforço intenso ou muito longo, seja para desportista ou para profissões exigindo uma repetição excessiva de movimentos (cozinheiros, cabeleireiros, empregadas de limpeza...), causando uma inflamação .
-          Uma falta de aquecimento, em condições particulares como frio, chuva ..., que modificam as qualidades do tendão, tais como os impactos acidentais ou provocadas pela atividade.
-          Malformações articulares, acrescentando pressões musculares durante o esforço (membro inferior curto)
-          As infecções são uma origem de tendinite, provocando uma reação inflamatória localizada, nomeadamente as infecções dentarias como cáries.
-          A alimentação é fundamental, a falta de hidratação como os alimentos contendo histamina, cujo papel foi clinicamente demonstrado no aparecimento de tendinites. Citaremos por exemplo : tomates, abacates, figos, batatas, couce, couve-flor,  pepino, uvas, fumeiro, anchovas, arengue fumado, sardinhas, atum, queijos fermentados, leveduras, vinho ...


A eficácia da Osteopatia :

As tendinopatias representam um verdadeiro problema de saúde publica no aspecto profissional, sendo um transtorno músculo-esquelético  afectando 31% dos ativos em geral.

Para o tratamento das tendinites, a medicina convencional, propõe o descanso da articulação sem a imobilizar totalmente para não aumentar a rigidez. É preconizado evitar a reprodução dos movimentos responsáveis pela dor. Para acalmar a inflamação, é aconselhado de praticar gelo sobre a articulação, de semanas à vários meses no quadro de tendinites do ombro ou do tornozelo. Num quadro agudo, a prescrição de anti-inflamatórios completa a ação do gelo, em certos casos (ombro principalmente) procede-se à injeção de corticóides.
A osteopatia intervêm em complemento da medicina clássica, sublinhado novamente como já referi numerosas vezes,  a importância de uma abordagem multidisciplinar.  O osteopata tentara tratar as anomalias que provocam as tendinites, a causa antes dos sintomas, já que devolver mobilidade articular diminuirá as dores e principalmente limitara os riscos de recidiva, o que os anti-inflamatórios não permitem.

Harmonizar os movimentos, libertar as tensões musculares, desbloquear os jogos articulares fazem parte integrante do tratamento osteopático para diminuir as tensões sobre o tendão, tal como a reorganização mio fascial e ligamentar circundante à articulação em causa.
 Em todos os casos, o osteopata D.O, é formado para diagnosticar e orientar todos os causas fora do seu alcance que possam ser semelhantes à uma tendinite como as rupturas musculares, fraturas ...
A Osteopatia não se substitui à consulta do seu médico e ao uso de medicamentos.



Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/medicina-alternativa-artigos/tendinite-e-osteopatia-6639410.html
Perfil do Autor
Dr. Daniel Valpaços
Licenciado em Osteopatia pelo I.P.E.O Paris
Osteopata na Clínica Privada de Guimarães
Diretor do conselho da especialidade de Osteopatia da Câmara de Especialistas em Medicina Integrativa
Membro CEMI n° 49
Credenciado pelo Ministério Francês da Saúde, da Juventude e do Desporto.
www.osteopataportugal.pt