CONHECENDO A SÁLVIA!!!

Sálvia officinalis:


Salvia officinalis (nomes comuns salva, salva - comum, salva-das-boticas, salva-rubra1 ) é uma pequena planta perenesubarbustiva, com caules lenhosos, folhas acinzentadas, e flores azuis a violáceas. Faz parte da família das mentas, Lamiaceae. É nativa da região Mediterrânica e cultivada como erva aromática e medicinal ou como planta ornamental. O termo salva e nomes derivados são usados para várias espécies relacionadas ou não com esta.
Em algumas partes da Europa, especialmente nos Balcãs, a salva-comum é também cultivada para a destilação de um óleo essencial, apesar de outras espécies, como Salvia fruticosa, poderem ser conjuntamente colhidas e destiladas.


História

A Salvia officinalis é usada desde tempos antigos para afastar o mal, para tratar mordeduras de cobra, aumentar a fertilidade feminina, e mais. Provavelmente foi introduzida na Europa a partir do Egito pelos romanos, como planta medicinal.4 Teofrasto escreveu sobre duas salvas diferentes, um subarbusto a que chamou sphakos, e uma planta cultivada semelhante a que chamou elelisphakos. Plínio, o Velho disse que a última delas era chamada "salvia" pelos romanos, e usada como diurético, anestésico local para a pele, hemostático, entre outros usos. Carlos Magno recomendava o cultivo desta planta na Idade Média e durante o Império Carolíngio era cultivada nos jardins dos mosteiros. Valfrido Estrabo descreveu-a no seu poema Hortulus como tendo um aroma doce e como sendo útil em muitas enfermidades humanas - regressando à raíz grega do nome chamou-lheLelifragus.
A planta tinha uma grande reputação durante a Idade Média, com muitos provérbios referindo-se às suas propriedades curativas e valor. Era por vezes chamada S. salvatrix (Salva a salvadora), e era um dos ingredientes do vinagre dos quatro ladrões, uma mistura de ervas que supostamente protegia da peste. Dioscórides, Plínio, e Galeno todos recomendavam a salva como diurético, hemostático, emenagogo e tónico.

Culinária

Como erva aromática, a salva tem um sabor ligeiramente apimentado. Na cozinha Ocidental é usada para dar sabor a carnes gordas (especialmente em marinada), queijos, e algumas bebidas. Nos Estados Unidos, Reino Unido e Flandres, a salva é usada com cebola, em recheios de porco ou aves e também em molhos. Na cozinha francesa, a salva é usada para cozinhar carne branca e em sopas de vegetais. Os alemães usam-na frequentemente em pratos de salsichas. É também de uso comum na cozinha italiana. Nos Balcãs e no Médio Oriente, é usada em assados de borrego.

Medicinal

O nome latino para acapeta salvia, significa "curar". Apesar da eficácia da salva-comum ser discutível, tem sido recomendada ao longo do tempo para quase todas as enfermidades. As evidências modernas apoiam os seus efeitos como anidrótico, antibiótico, antifúngico,adstringente, anti-espasmódico, estrogénico, hipoglicémico e tónico. Num ensaio duplo-cego, ao acaso controlado com placebo, concluiu-se que a salva era eficaz no controlo de alguns estados de doença de Alzheimer.
Os constituintes ativos mais fortes da salva encontram-se no seu óleo essencial, que contém eucaliptol, borneol e tujona. A folha de salva contém ácido tânico, ácido oleico, ácido ursónico, ácido ursólico, ácido fumárico, ácido clorogénico, ácido cafeico, niacina,nicotinamida, flavonas, glicosídeos flavonoides, e substâncias estrogénicas.
É necessária precaução quando utilizada em conjunto com estimulantes ou depressores do sistema nervoso central. A salva é usada como um nootrópico devido a suas propriedades como inibidor da acetilcolinesterase.



FONTE: The Herb Society of America New Encyclopedia of Herbs & Their Uses, Deni Bown (New York: DK, 2001)